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	<title>O bar no fim do universo &#187; filosofia</title>
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		<title>Será a computação nas nuvens a primeira inteligência artificial?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piero</dc:creator>
				<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[A quase um ano atrás, eu escrevi sobre o fim dos sistemas operacionais, já questionando se haveria um dia uma singularidade capaz de ser considerada uma inteligência artificial.
Ultimamente tenho estudado bastante tecnologias baseadas na computação nas nuvens, que nada mais é do que a representação prática da arquitetura SOA (Services Oriented Architecture) em ambientes distribuídos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A quase um ano atrás, eu escrevi sobre o <a href="http://piero.contezini.net/2008/07/31/o-fim-dos-sistemas-operacionais/">fim dos sistemas operacionais</a>, já questionando se haveria um dia uma singularidade capaz de ser considerada uma inteligência artificial.<br />
Ultimamente tenho estudado bastante tecnologias baseadas na computação nas nuvens, que nada mais é do que a representação prática da arquitetura SOA (Services Oriented Architecture) em ambientes distribuídos, ou seja utilizando-se da Internet para distribuir a sua aplicação através de um padrão definido e capaz de prover fácil integração com outras aplicações já disponíveis online, assim adicionando funcionalidades a &#8220;nuvem&#8221; sem se preocupar com os detalhes de seu funcionamento.<br />
Neste sentido, é muito fácil traçar um padrão de comportamento das aplicações disponíveis online com o comportamento de um ser inteligente.<br />
A definição mais aceita de inteligência é: a capacidade de compreender o mundo a sua volta, aprender e evoluir com a experiência.<br />
Isto é muito semelhante ao princípio das arquiteturas distribuídas, neste tipo de sistema, como o SOAP por exemplo, uma aplicação não precisa conhecer exatamente como a outra funciona, ela é capaz de aprender como uma informação pode ser requisitada ou enviada através de um padrão declarativo que pode ser facilmente compreendido como a transferência do conhecimento e da interação entre as partes (WSDL), ou seja, aprendizado.<br />
No estágio embrionário em que estamos, os sistemas interconectados ainda não estão desenvolvidos o suficiente para tratarem todas as interações, mas a medida que sistemas vão sendo escritos em cima de outros sistemas, como uma pilha de funcionalidades que vão se tornando cada vez mais complexas, existe uma grande possibilidade que naturalmente uma inteligência artificial capaz de resolver qualquer problema a ela solicitada, seja criada.<br />
Aqui eu falo de potencial, pois se existe a possibilidade de desenvolvermos infinitas aplicações, umas sobre as outras, interconectadas e capazes de se entenderem sem que alguém precise explicar exatamente o que elas precisam fazer em cada interação, há uma grande chance que um dia, ao se escrever uma quantidade gigantesca de funcionalidade, tenha-se criado modelos computacionais para resolver virtualmente qualquer problema, mesmo que inesperado, já que a interação entre as diferentes aplicações não precisa estar pré programada.<br />
Apesar de ainda não existir um &#8220;index&#8221; compartilhado na nuvem com todas as funcionalidades já escritas por programadores, um dia este tipo de sistema será necessário para organizar a internet, mais ou menos como o Google fez para nós, nascerá um Google para as máquinas, capaz de fazer com que elas próprias possam encontrar as funcionalidades que elas precisem, na própria rede.<br />
Num sistema complexo deste tipo, nascerão inúmeras aplicações escritas e desenvolvidas pelas próprias aplicações, estendendo suas funcionalidades a medida que seus usuários as necessitam, ficando cada vez mais conscientes do seu meio e capaz de aprender.<br />
Nesse dia, acredito que teremos criado a nossa primeira AI de verdade, não como os livros e filmes de ficção cientifica nos mostram, e sim um sistema programado de modo determinístico, porém capaz de resolver uma quantidade tão grande de problemas, que o torna tão inteligente quanto nós mesmos, afinal não passará do conhecimento condensado por milhões de programadores e gerações de conhecimento.<br />
É um horizonte de eventos extremamente possível, já que baseia-se em algoritmos em funcionamento, sem ficção nem teorias ainda a serem implementadas.</p>
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		<title>O Enigma da distribuição de homens e mulheres nos voos comerciais</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 16:43:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piero</dc:creator>
				<category><![CDATA[discussão]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[o homem que calculava]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu sempre me indaguei por que dificilmente sento próximo a uma mulher interessante ou pelo menos que seja possível conversar em uma das centenas de voos comerciais que já peguei, o fato é que somente uma vez, e indo para a Colombia, isto aconteceu, todas as outras vezes sempre parei do lado de casais, vovos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre me indaguei por que dificilmente sento próximo a uma mulher interessante ou pelo menos que seja possível conversar em uma das centenas de voos comerciais que já peguei, o fato é que somente uma vez, e indo para a Colombia, isto aconteceu, todas as outras vezes sempre parei do lado de casais, vovos, tias gordas e chatas, e gente muito estranha.</p>
<p>Ontem mesmo peguei um voo com 2 nazis do meu lado com problemas em usar desodorante.</p>
<p>Pensando um pouco cheguei a conclusão de que inevitavelmente deveria parar em torno de 50% das vezes ao lado de uma mulher, esteja ela acompanhada ou não, criança, velha, vovó e por ai vai. Mas isto não acontece, meus calculos são de que 90% das vezes são homens ou familias.</p>
<p>Verificando o meu bilhete de voo notei que eles sempre identificam se é um homem ou uma mulher através da saudação: <em>Mr. Contezini</em>.</p>
<p>Com isto ainda ontem, decidi dar uma voltinha pelo avião, estava nas primeiras poltronas e oportunamente fui utilizar o banheiro do fim do avião. Contei cada situação em que existia um homem e uma mulher sentados lado a lado, e que pareciam desconhecidos. Notei que são praticamente nulas estas situações, ou são familias inteiras viajando juntas, ou é um casal em que o homem vai na fila do meio, e do lado esquerdo vai um homem ou uma mulher. Ou são fileiras inteiras de homens e de mulheres convenientemente isolados.</p>
<p>Isto me leva ao seguinte questionamento: Será que o sistema que faz a gestão do <em>booking</em> das empresas convenientemente sugere sempre uma distancia entre homens e mulheres viajando sozinhos? A explicação que eu consigo ver é que para evitar transtornos com assédio, o sistema já trata isto separando homens e mulheres, sendo que quase todas usam o mesmo sistema para integração entre os diversos aeroportos e companhias, esta poderia ser uma função padrão!</p>
<p>Paranóia minha ou simplesmente falta de sorte? Vou notar nos próximos voos e tentar contar melhor!</p>
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		<title>Será o meu problema a Internet?</title>
		<link>http://piero.contezini.net/2008/07/20/sera-o-meu-problema-a-internet/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 16:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>piero</dc:creator>
				<category><![CDATA[discussão]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[aposvariascervejas]]></category>
		<category><![CDATA[papodebebado]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sempre me perguntei se eu realmente sou um cara viciado em Internet, ou se é uma necessidade imposta pelo meu estilo de vida.
Um calculo rápido me deu 84 horas de internet por semana, o dobro da media mundial e brasileira. Clinicamente eu posso ser diagnosticado um viciado, pois antes mesmo de ligar a luz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre me perguntei se eu realmente sou um cara viciado em Internet, ou se é uma necessidade imposta pelo meu estilo de vida.</p>
<p>Um calculo rápido me deu 84 horas de internet por semana, o dobro da media mundial e brasileira. Clinicamente eu posso ser diagnosticado um viciado, pois antes mesmo de ligar a luz do quarto eu prefiro a luz do LCD, e antes de escovar os dentes pela manhã eu vejo os meus emails e feeds mais importantes.</p>
<p>Mas a questão é, o que tem de errado num estilo de vida assim? É artificial? Superficial? Eu acho muito cedo para podermos avaliar este tipo de coisa, pois essas mudanças impostas pelo desenvolvimento tecnologico ainda não foram analisadas por alguém que esteja fora deste contexto, todos estão dependentes do mundo digital mesmo sendo alheios a este movimento, e as pessoas que assumem o papel imersivo dos hábitos deste mundo novo podem ser classificadas como viciados, por aqueles que não fazem a mínima idéia do por que passamos tanto tempo conectados.</p>
<p>Como podem os &#8220;especialistas&#8221; em dependencia classificar-nos como viciados, quando estamos pisando em um territorio absolutamente inexplorado por eles? Eles não fazem idéia do que fazemos aqui além de passar muitas horas na frente dos nossos computadores, para eles conversarmos no MSN é nos escodermos atrás do computador com medo das pessoas do mundo exterior, mas quantos de vocês não tem tantos amigos online quantos fora? E muitos deles primeiramente foram descobertos pela Internet, e depois se tornaram amizades reais e de valor?</p>
<p>Na minha opnião é exatamente o oposto, a rede nos conecta as pessoas, faz conhece-las de uma forma que jamais teriamos conhecido, de formas diferentes, acho que a distancia nos retira a mascara da vergonha, da timidez, nos faz sermos quem realmente somos ou queremos ser, sem o medo do julgamento e da reação das pessoas.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u423684.shtml">Folha de São Paulo com seus julgamentos incorretos pra variar</a></p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u423755.shtml">Viciados em internet?</a></p>
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