Hellion

Ontem para passar o tempo fui ao cinema, estava com vontade de assistir o filme que tá em cartaz do Arquivo X, apesar das críticas ruins que eu li é uma serie que sempre me agradou, mas infelizmente o próximo horário iria demorar quase 2 horas e acabei indo ver este tal de “Hellion”, me parecia um filme de terror de segunda.

Para resumir a história é uma versão barata de “A Profecia”, onde o garotinho é um demônio disfarçado e aquela história toda, típico enlatado hollywoodiano de terror com ceninhas de suspense, aranhas e lobos no meio de lagos congelados quebrando.

Na história tem todo um rapto do menino que eu não vou contar por inteiro, mas o interessante é que numa das vezes o raptor vai a um museu falar com o vilão da história, que é a própria madrasta do rapaz(duh, que forma ineficiente de matar o filho, mas tudo bem) e se depara com uma pintura, então o vilão escondido fala sobre o “el bosco”, que seria Hieronymous Bosch.

Bem, eu sou um fã desse cara e um dos meus sonhos sempre foi ver as pinturas dele ao vivo, fato que tive a oportunidade de fazer recentemente no Museu do Prado.

Mas agora eu pergunto, como alguém tem a coragem em um filme de citar que a pintura mais conhecida dele: O Jardim dos prazeres terrenos, estaria em Boston? Ela é uma das relíquias da humanidade e esta no mesmo lugar a quase 300 anos, e o pior, ainda mostram a pintura como sendo uma tela simples, uma montagem a la photoshop juntando as imagens das janelas, que é a forma com que esta pintura foi feita. São 3 partes independentes em forma de janela que inclusive pode ser fechada e do lado de fora tem outra pintura.

Realmente me deixou bem insatisfeito com a produção do filme, deturparam totalmente a obra, fora que a interpretação do vilão falando foi péssima, algo como se ele louvasse a depravação humana, quando na real o cara era um padre e a obra inteira é uma crítica aos pecados da raça humana.

E olha que nem sou muito exigente com filme, mas des-informação é coisa pra Desciclopedia!