O paradoxo do Exterminador do Futuro

Sempre achei ótimos os filmes que tratem viagens no tempo como parte integral da história, e o Exterminador do Futuro é um dos que mais trabalha este tipo de situação.

A História começa quando um combatente do futuro volta no tempo para salvar a mãe do chefe da resistência humana contra os robôs. O que acontece de fato é que este combatente, amigo do lider (John Connor) acaba engravidando a mãe dele, que dá origem a ele mesmo.

Aqui inicia-se o paradoxo, pois para que a sua mãe possa engravidar e dar origem a resistência, cujo ele é a peça chave pois é o único capaz de entender o software dos robos e “hackea-los”, as máquinas precisam se revoltar contra o homem, o dia do apocalipse precisa existir, para que as máquinas passem a dominar, e pior ainda, inevitavelmente John Connor tem que sobreviver até encontrar a máquina do tempo, pois só assim enviará seu amigo para o passado e se tornará seu pai.

No segundo filme, ele já esta maior, com sua mãe, descobre que as máquinas irão existir e também que as peças do primeiro robo que a mãe dele destruiu foram chave para o desenvolvimento da tecnologia, esta parte é um tanto obscura pois da origem a outro paradoxo, as máquinas teriam de existir primeiro antes do lapso temporal então em outro lugar ou outro tempo deveria-se estar desenvolvendo a tecnologia, mas isto não fica claro no filme. Eles acabam destruindo todo o laboratório e as peças, assim evitando que o dia do apocalipse aconteça na data prevista (1997).

No terceiro filme basicamente acontece o apocalipse em sí, mostrando o terminator 1, e toda a tecnologia desenvolvida efetivamente pelo exército americano sem lapsos temporais nem paradoxos.

O fato que me chama a atenção é a falta de lógica na hora de lidar com os acontecimentos do filme, pois se é impossível para John Connor evitar o apocalipse, pois logicamente ele nasceu disto, e se é impossível para as máquinas continuarem mandando robos para matar ele, pois ele precisa existir para dar origem a ele mesmo, como nenhum dos lados conclui isto e simplesmente se prepara para uma futura batalha ao invés de ficar neste pega-pega?

Na real eu sei a resposta que é simples: Dinheiro, os produtores da franquia querem gerar mais e mais filmes tratando disto esquecendo que toda a serie de eventos não tem nenhum sentido.

Lógica lógica que me domina.

Hellion

Ontem para passar o tempo fui ao cinema, estava com vontade de assistir o filme que tá em cartaz do Arquivo X, apesar das críticas ruins que eu li é uma serie que sempre me agradou, mas infelizmente o próximo horário iria demorar quase 2 horas e acabei indo ver este tal de “Hellion”, me parecia um filme de terror de segunda.

Para resumir a história é uma versão barata de “A Profecia”, onde o garotinho é um demônio disfarçado e aquela história toda, típico enlatado hollywoodiano de terror com ceninhas de suspense, aranhas e lobos no meio de lagos congelados quebrando.

Na história tem todo um rapto do menino que eu não vou contar por inteiro, mas o interessante é que numa das vezes o raptor vai a um museu falar com o vilão da história, que é a própria madrasta do rapaz(duh, que forma ineficiente de matar o filho, mas tudo bem) e se depara com uma pintura, então o vilão escondido fala sobre o “el bosco”, que seria Hieronymous Bosch.

Bem, eu sou um fã desse cara e um dos meus sonhos sempre foi ver as pinturas dele ao vivo, fato que tive a oportunidade de fazer recentemente no Museu do Prado.

Mas agora eu pergunto, como alguém tem a coragem em um filme de citar que a pintura mais conhecida dele: O Jardim dos prazeres terrenos, estaria em Boston? Ela é uma das relíquias da humanidade e esta no mesmo lugar a quase 300 anos, e o pior, ainda mostram a pintura como sendo uma tela simples, uma montagem a la photoshop juntando as imagens das janelas, que é a forma com que esta pintura foi feita. São 3 partes independentes em forma de janela que inclusive pode ser fechada e do lado de fora tem outra pintura.

Realmente me deixou bem insatisfeito com a produção do filme, deturparam totalmente a obra, fora que a interpretação do vilão falando foi péssima, algo como se ele louvasse a depravação humana, quando na real o cara era um padre e a obra inteira é uma crítica aos pecados da raça humana.

E olha que nem sou muito exigente com filme, mas des-informação é coisa pra Desciclopedia!

Batman – Dark Knight

Bem, apesar de todo o meu esforço para ver este filme no cinema, descobri que aqui na Espanha a estréia será somente no dia 13 de Agosto, como estarei voltando para o Brasil um pouco antes provavelmente vou perder nos cinemas. Resolvi baixar uma versão screener e depois de procurar um pouco achei uma com qualidade.

O Filme em sí é relativamente bom, mas alguns aspectos me fizeram não considerá-lo o melhor filme já feito sobre o Cavalheiro Negro:

  • Eu não gosto desse Ator, desde o Begins para mim ele não tem jeito de milionário, o principio do Bruce Wayne é que ele pareca um burocrata, sangue azul, este Christian Bale parece um latino amigo do Zorro
  • O Joker roubou toda a atenção no Filme, para mim o Batman foi um coadjuvante na história toda
  • O desenho animado “Gotham Knight” deveria ter se passado entre o Dark Knight e o Begins certo? Então cadê o escudo contra balas que ele tem no desenho? (Correção que me escapou no desenho animado, ele não usa por não querer por as pessoas em risco! Obrigado ao Xico por me avisar!)
  • Todo mundo sabe que a Bat Caverna SEMPRE foi na mansão Wayne!
  • O Duas Caras nasce de um acidente com ácido! Não de um incêndio!
  • A Katie Holmes como Rachel Dawes é bem melhor que esta Maggie Gyllenhall

Agora basta esperar para sair a Liga da Justiça e ver se vão botar alguém com mais jeito de Batman!