VIBENEWS – Realidade Aumentada
Mas afinal o que isso significa? Uma mídia social nada mais é do que uma ferramenta, online, onde a informação dependa dos seus usuários. Considerada um fenomeno mundial, as chamadas mídias sociais tem sido o centro das atenções da mídia e das empresas no que tange o contato com seus consumidores nos últimos anos. Ao contrário da mídia tradicional onde uma empresa é responsável por fornecer a informação, e o seu cliente a consome sem poder contribuir para sua melhora. A principal mudança de paradigma vem na alteração da balança do poder sobre quem comanda a mídia, por séculos foram grandes corporações, com seus cartéis e conspirações as vezes até com fins escusos, hoje, isso se tornou impossível, a Internet nos deu a grande vantagem da comunicação bidirecional, mas somente após a massificação dos blogs, inicialmente usados como diários virtuais, nos deram realmente esse poder. Primeiro os diários virtuais, que prontamente se transformaram em “portais” com nichos específicos de informação, depois vieram as redes sociais, no Brasil, a mais popular sendo o Orkut, e uma das últimas a serem lançadas, inclusive desenvolvida numa empresa aqui em Joinville, a Drimio, com foco em marcas. Outra classe completamente diferente de mídia social, chamada de microblogs, tem ganhado a mídia e a adoção em massa mundialmente, o Twitter, um conceito mais simplificado, com um limite de 140 caracteres por mensagem. E estamos somente no começo, vídeo e áudio blogs já estão aparecendo, o que vem depois? Ninguém sabe exatamente..
Nos próximos três anos, iremos presenciar a convergência total dos meios de comunicação e mídia em massa para a Internet. Diversos estudos apontam que a evolução nesse tempo irá equivaler a dos últimos dez anos, um dos aspectos que vemos como mais dominante é a transmissão de vídeo, hoje, o YouTube é mais assistido do que qualquer canal de televisão. Com essa mudança de hábito, os lucros com propaganda na mídia tradicional estão em queda livre, a publicidade, vem se focando na Internet como meio efetivo para alcançar seu público alvo. Assim surgem serviços inovadores hoje, que logo estarão presentes no lar da maioria da população, como a Voz sobre Internet, e por último a TV sobre Internet. Este é inovador até para os padrões americanos, serviços como Hulu, onde se pode assistir qualquer série americana direto pela Internet, ou o Boxee, uma espécie de concentrador de diversos canais pela Internet, já estão disponíveis para utilização, por enquanto com certas limitações territoriais e restrições de direitos autorais. No fim a Internet se tornará o único e dominante meio de comunicação, onde toda a informação, mesmo transmitida para a TV ou Telefone, irá através dela.
O texto abaixo foi traduzido pelo meu amigo Augusto Radtke e é de autoria de Peter Norvig. É dirigido para todos que fazem ciência da computação, ou estudam em alguma área das ciências exatas ou tem interesse ou até mesmo em necessidade de aprender a programar.
Para quem já fez Inteligência Artificial na faculdade deve conhecer o Norvig do seu livro verde, o Artificial Intelligence, a Modern Approach, ou AIMA para os íntimos. Ele era chefe de desenvolvimento dos robôs que foram pra marte da NASA, agora trabalha no Google. Ou seja, ele sabe do que está falando! O texto é longo (uns 10 minutos de leitura).
Aprenda a Programar em Dez Anos
Peter Norvig
Tradução por Augusto Radtke
Porque todo mundo tem tanta pressa?
Entre em qualquer livraria, você vai ver Aprenda Java em 7 dias assim como diversas variações oferecendo lições de Visual Basic, Windows, Internet e por ai vai, em dias ou horas. Eu fiz a seguinte pesquisa na Amazon.com:
CODE
pubdate: after 1992 and title: days and
(title: learn or title: teach yourself)
e encontrei 248 entradas. As primeiras 78 eram livros sobre computadores (número 79 era Learn
Bengali in 30 days). Troquei “dias” por “horas” e encontrei resultados incrivelmente similares: 253 livros, 77 de computadores, seguidos de Teach Yourself Grammar and Style in 24 Hours no número 78. Do total de 200, 96% eram livros de computadores.
A conclusão é que ou as pessoas estão com muita pressa de aprender sobre computadores, ou computadores são extremamente fáceis de aprender do que qualquer outra coisa. Não há livros de como aprender Beethoven, ou Física Quântica ou até adestramento de cães em alguns dias.
Vamos analisar o que um título como Learn Pascal in Three Days
pode significar:
* Aprenda: Em três dias você não terá tempo de escrever programas significantes, e aprender com seu sucesso ou fracasso. Você não terá tempo para trabalhar com um programador experiente e entender o que é conviver neste ambiente. Em resumo, você não terá tempo para aprender muito. Logo eles só podem estar falando a respeito de entendimento supercial, como disse Alexander Pope, aprender pouco é uma coisa perigosa.
* Pascal: Em três dias você deve ser capaz de aprender a sintaxe do Pascal (isso se você já conhece uma linguagem similar), mas não vai aprender muito sobre como utilizar essa sintaxe. Em resumo, se você era, vamos dizer, um programador Basic, você pode aprender a escrever programas no estilo Basic usando a sintaxe do Pascal mas não aprender em que o Pascal é bom (ou ruim). Então, qual o ponto? Alan Perlis disse certa vez: “Uma linguagem que não afeta a maneira que você pensa sobre programação, não vela a pena ser aprendida”. Um ponto é se você precisar aprender um pouco de Pascal (ou algo como Visual Basic ou Javascript) porque você precisa interagir com alguma ferramenta existente para uma tarefa específica. Mas nesse caso você não esta aprendendo a programar, você está aprendendo a como resolver essa tarefa.
* em três dias: Infelizmente, não é suficiente, como veremos a seguir.
Aprenda a Programar em Dez Anos.
Pesquisadores (Hayes, Bloom) tem demonstrado que leva em torno de dez anos para desenvolver perícia em qualquer de uma variedade de áreas, includindo jogar xadrez, compor músicas, pintar, tocar piano, nadar, jogar tênis e pesquisar neuropsicologia ou topologia. Aparentemente não há atalhos: até Mozart, que foi um prodígio musical aos 4 anos levou mais 13 antes de compor música de primeira classe. De outra forma, ou Beatles parecem ter disparado nas paradas em primeiro lugar com a aparição no show do Ed Sullivan em 1964. Mas eles estavam tocando em pequenos clubes em Liverpool e Hamburgo desde 1957, e mesmo que eles conseguiram uma aparição em masa, o primeiro grande sucesso mesmo, Sgt. Peppers, foi lançado em 1967. Samuel Johnson pensa que pode levar mais do que dez anos: “Excelência em qualquer departamento pode ser alcançada apenas com o trabalho de uma vida toda; não é possível compra-lá por menos.” E Chaucer reclamou: “vida tão curta, leva tantu pra aprender.” Sim, é “tantu”, e não “tanto”, um dia você entende.
Então aqui vai minha receita para sucesso na programação:
* Aprenda inglês. Leia o original deste texto. Essa tradução só está aqui para exercitar o meu inglês, não o seu. (Nota do tradutor)
* Se interesse por programação, e faça porque é legal. Tenha certeza que isso continue a ser legal para você dedicar dez anos nisso.
* Converse com outros programadores; leia outros programas. Isso é mais importante do que qualquer livro ou curso de treinamento.
* Programe. O melhor tipo de aprendizado é aprender fazendo.
Colocando de uma forma mais técnica, “o nível máximo de performace individual em um domínio é não é alcançado automaticamente em função de uma experiência extendida, mas sim aumentado mesmo por indivíduos extramente experientes por um esforço deliberativo de melhorar.” (p. 366) e “o aprendizado mais efetivo requer uma tarefa bem definida com uma dificuldade apropriada para o indivíduo em particular, dado que exista um retorno sobre a experiência e oportunidades de repetição e correções de erros.” (p. 20-21) do livro
Cognition in Practice: Mind, Mathematics, and Culture in Everyday Life, que é uma referência interessante deste ponto de vista.
* Se você quiser, gaste quatro anos em uma universidade (ou mais em uma pós-graduação). Isso lhe dará acesso a alguns empregos que requerem alguma formação e um grande entendimento do campo de trabalho, mas se você não gosta muito de ir para escolha, você pode (com alguma dedicação) conseguir alguma experiência similiar sobre esse tipo de trabalho. Em qualquer caso, apenas ler livros não será suficiente.
“Educação em ciências da computação não faz de ninguém um gênio em programação tanto quanto estudar pincéis e pigmentos não fazem um bom pintor.” diz Eric Raymond, autor de The New Hacker’s Dictionary. Um dos melhores programadores que eu já contratei tinha apenas o segundo grau, e ele produziu vários softwares incríveis, tem seu próprio grupo de discussão,
e fez dinheiro suficiente em ações para comprar seu próprio clube nortuno.
* Trabalhe em projetos com outros programadores. Seja o melhor programador em alguns projetos, seja o pior em outros. Quando você é o melhor você testa suas habilidades para liderar um projeto, e para inspirar outros com a sua visão. Quando você é o pior aprende o que os mestres ensinam e o que não gostam de fazer (porque eles fazem você fazer por eles).
* Trabalhe em projetos após outros programadores. Esteja envolvido em entender um programa
escrito por outro. Veja o que é preciso para entender e consertar quando o programador original não esta por perto. Pense em como desenvolver seus programas para que seja fácil para quem for mante-lós após você.
* Aprenda pelo menos meia dúzia de linguagens de programação. Includa na lista uma linguagem orientada a objetos (como Java ou C++), uma que seja de abstração funcional (como Lisp ou ML), uma que suporte abstração sintática (como Lisp), uma que suporte especificação declarativa (como Prolog ou C++ com templates), uma que suporte co-rotinas (como Icon ou Scheme), e uma que suporte paralelismo (como Sisal).
* Lembre-se que há um “computador” em “ciência da computação”. Saiba quanto tempo leva para o seu computador computar uma instrução, carregar uma palavra ad memória (com e sem cache), ler palavras consecutivas do disco rígido, procurar por uma nova posição no disco.(As respostas estão aqui.)
* Se envolva no esforço de padronização de uma linguagem. Pode ser o comite ANSI C++, ou na padronização de programação na sua empresa, se utilizaram identação com 2 ou 4 espaços. Em qualquer caso, você aprende o que outras pessoas gostam em uma linguagem, o quanto eles gostam e talvez um pouco do porque eles gostam.
* Tenha o bom senso de cair fora desse processo de padronização tão rápido quanto possível.
Com tudo isso em mente, é questionável o quão longe você pode ir apenas lendo livros. Antes que do meu primeiro filho nascer eu li todos os livros de Como Fazer e ainda me sentia como um novato. Trinta meses depois, quando nasceu meu segundo filho, voltei aos livros para relembra? Não, ao invés disso resolvi utilizar minha experiência pessoal do primeiro filho, que se tornou muito mais útil do que milhares de páginas escritas por especialistas.
Fred Brooks, em seu trabalho No Silver Bullets identificou um plano em três partes para encontrar grandes projetistas de software:
1. Sistematicamente identifique os melhores projetistas o quanto antes.
2. Atribua um orientador de carreira responsável pelo desenvolvimento cuidadosamente de um plano de carreira
3. Promova oportunidades para desenvolvedores em aprendizado interagir e estimular uns aos outros.
Isto assumo que algumas pessoas já possuem as qualidades necessárias para ser um grande desenvolvedor de software; o grande trabalho é apenas coloca-los no caminho correto. AlanPerlis coloca de forma mais sucinta: “Qualquer um pode ser ensinado a esculpir: Michelangelo poderia ser ensinado a não esculpir. É o mesmo com grandes programadores”.
Então vá em frente e compre aquele livro de Java; provavelmente você terá algum uso dele. Mas isso não vai mudar a sua vida, ou o seu conhecimento como um programador em 24 horas, dias, ou meses.
Referências
Bloom, Benjamin (ed.) Developing Talent in Young People, Ballantine, 1985.
Brooks, Fred, No Silver Bullets, IEEE Computer, vol. 20, no. 4, 1987, p. 10-19.
Hayes, John R., Complete Problem Solver Lawrence Erlbaum, 1989.
Lave, Jean, Cognition in Practice: Mind, Mathematics, and Culture in Everyday Life, Cambridge University Press, 1988.
Respostas
O tempo aproximado de execução de várias operações num PC típico de 1Ghz no verão de 2001:
executar uma instrução simples 1 nseg = (1/1,000,000,000) seg
extrair uma palavra da memória L1 2 nseg
extrair uma palavra da memória RAM 10 nsec
extrair uma palavra consecutivamente do disco rígido 200 nseg
extrair uma palavra de uma nova posição o disco (busca) 8,000,000nseg = 8mseg
Apêndice: Escolha de Linguagem
Muitas pessoas tem me perguntado sobre qual linguagem devem aprender primeiro.
Não há resposta, mas considere estes pontos:
* Use os seus amigos. Quando me perguntam “que sistema operacioal devo usar, Windows, Unix ou Mac?” minha resposta geralmenet é: “use o que seus amigos usarem”. A vantagem é que você poder aprender com os seus amigos vence qualquer diferença entre sistemas operacionais ou linguagens. Considere também seus futuros amigos: a comunidade de programadores que você fará parte se continuar. A sua escolha possuia uma grande comunidade de usuários ou apenas uma comunidade morta? Existem livros, sites e fórums para encontrar respostas? Você gosta das pessoas desses fórums?
* Mantenha-se simples. Linguagens como C++ ou Java são desenvolvidas para utilização profissional por um grande time de desenvolvedores experientes que estão preocupados com a eficiência de execução de seus códigos. Como resultado, essas linguagens possuem partes complicadas desenvolvidas para essas circunstâncias. Você esta focado em aprender a programar, não precisa dessa preocupação. Você precisa de uma linguagem que foi desenvolvida para ser fácil de aprender e lembrar.
* Interaja. Como normalmente você aprenderia piano: de modo interativo, no qual você escuta uma nota logo que pressiona uma tecla ou de um modo automizado em que você escuta cada nota quando a música termina de tocar? Claramente, aprender interativamente é muito mais fácil, e assim é com a programação. Insista em uma linguagem com um modo interativo e use-o.
Baseado nesses critérios, minhas recomendações para uma primeira linguagem seria Python ou Scheme. Mas as suas circunstâncias podem variar, e existem
outras boas opções. Se a sua idade ainda tiver apenas um dígito, é melhor escolher Alice ou Squeak (aprendizes mais velhos podem gostar também). O importante é você escolher e começar.
Apêndice: Livros e outros recursos
Muitas pessoas me perguntam em quais livros e páginas elas devem aprender. Eu repito que “apenas ler livros não é suficiente” mas eu posso recomendar o seguinte:
* Scheme: Structure and Interpretation of Computer Programs (Abelson & Sussman)é provavelmente a melhor introdução a ciência da computação e ele faz ensinando a programar enquanto você aprende computação.
Você pode ver vídeos de aulas desde livro, assim como o texto completo. online O livro é desafiante e talvez algumas pessoas precisem de outra forma de aprendizado.
* Scheme: How to Design Programs (Felleisen et al.) é um dos melhores livros sobre como projetar programas de forma elegante e funcional.
* Python:Python Programming: Uma introdução a computação (Zelle) e também a linguagem Python.
* Python: Vários tutorials online estão disponíveis em Python.org.
* Oz: Concepts, Techniques, and Models of Computer Programming (Van Roy & Haridi)parece ser um sucessor moderno para Abelson & Sussman. É um tour pelas grandes idéias da programação, muito mais amplo que
Abelson & Sussman mas mantendo uma certa facilidade de leitura. Ele utiliza uma linguagem, Oz, que não é muito reconhecida mas serve como base para outras linguagens.
Notas
T. Capey informa que a página de Complete Problem Solver na Amazon agora possui “Teach Yourself Bengali in 21 days” e “Teach Yourself Grammar and Style” na lista de livros que “Consumidores que compram esse item também costuma comprar estes”.
Eu imagino que um grande parte das pessoas que visualizam esse livro vem dessa página.
Há algum tempo vinha procurando uma solução para tornar simples a instalação de um produto de um cliente em empresas.
Sendo uma aplicação web baseada em PHP, com uma série de módulos adicionais e configurações especiais, de início a melhor solução que tínhamos encontrado era a criação de uma distribuição Linux simplificada com todos os componentes necessários.
Esta sem dúvida seria uma solução interessante, mas a necessidade de constantes atualizações para suportar o hardware do cliente e novas versões para corrigir falhas de segurança me fez procurar pela virtualização.
Primeiramente pensei no Vmware ESXi, solução gratuita para virtualização em servidores, após um pouco de estudo conclui a sua inviabilidade para a minha aplicação em 2 pontos: Requer reinstalar a maquina afim de colocar o HyperVisor antes de qualquer sistema operacional, e só roda em processadores 64 bits.
Assim sobrou apenas a solução do VirtualBox, confesso que fiquei com medo inicialmente, pois utilizo no meu Mac para rodar algumas versões de Linux e Windows, e ele apresenta alguns problemas para uso avançado como criar “Snapshots” das máquinas para poder reverter alterações, pastas compartilhadas entre host e guest, e o compartilhamento do clipboard ser pura lenda.
Estudei ele um pouco e descobri que havia uma forma muito interessante de rodar máquinas virtuais, chamada HeadLess, onde você instancia uma máquina e a configura para redirecionar a saida do monitor para um serviço RDP, assim podendo conectar de qualquer outro computador nela e vendo exatamente o que sairia no monitor.
Gostei disto pois pude configurar toda a parte de conectividade sem me incomodar com a possibilidade de errar em algo e perder a conexão, já que eu só conecto na maquina hospedeira, em nada intervindo na máquina hóspede.
Além disso, havia um certo medo em relação a performance, mas foi simplesmente surpreendente, no caso dessa aplicação onde o uso principal é I/O em disco, o fato do HD da máquina virtual ser um arquivo do sistema de arquivos da hospedeira, fez com que o cacheamento dos dados ficasse mais tempo em memória RAM, assim o desempenho ficou simplesmente impressionante.
Esta aplicação requer uma técnica de aceleração onde boa parte dos códigos são guardados em arquivos temporários para reaproveitamento nos próximos requests, assim a virtualização ao contrário de perder performance, aparentemente aumentou.
Eu não tenho benchmarks para falar a respeito, mas eu nunca vi uma instância desta aplicação rodando de forma tão rápida, mesmo com uma base de dados com uma quantidade considerável de entradas, de fato a maior quantidade que eu vi até agora.
Parabéns ao VirtualBox, vou utilizá-lo para várias aplicações no futuro.
Esta semana tem sido uma terapia de louco tecnológica para mim.
Por motivos alheios a minha vontade, tive que fazer o down-grade de uma instalação do Xorg em um projeto que estou trabalhando. Até aí a solução para o problema seria relativamente simples, baixar os fontes (sim, eu preciso compilá-los por mim mesmo, pacotes prontos não servem) e rodar o mesmo script que eu havia construido para a ultima versão. O fato é que os caras mudaram *TUDO* de uma versão para a outra, desde a interface de drivers, tornando as centenas de drivers de vídeo disponíveis simplesmente inúteis, até a raiz de dependências.
Quando eu comecei a utilizar sistemas operacionais baseados em Unix, isto em 1996, a instalação do X era considerada algo complexo: você baixava 4 pacotes gigantes via dial-up, que poderia levar dias, baixava um “helper” script para compilar, e iniciava o processo que no meu Pentium 133 com 32 MB’s de ram demorava em torno de 20 horas.
Doze anos depois, o procedimento que deveria ter evoluído um pouco com o tempo, demorou em torno de 4 dias, com uma maquina 20 vezes mais rápida, dos 4 pacotes que eram na época hoje são em torno de 200, com nomes impossíveis de entender como: font-misc-misc-1.0.7 ou libXxfvm86.
Além disto, a raiz de interdependência que era basicamente: biblioteca -> server -> client -> aplicativos, se tornou tão grande que é impossível fazer na mão te obrigando a gerar um script de instalação que demora 2 horas para rodar cada vez que você quer testá-lo.
Se não bastasse isto, o infeliz que fez os arquivos de compilação tem utilitários com nomes do tipo: t isso mesmo, a letra T, como você vai adivinhar que o utilitário de letra T na verdade é o bdftopcf ?
Neste momento eu me pergunto se estamos evoluindo realmente ou se não passa de uma falsa sensação de evolução tornando coisas que antes eram extremamente simples em atividades complexas.
O exemplo acima pode ser algo muito técnico para a maioria então é até aceitável em termos de complexidade, mas deixe-me continuar com a história da semana:
Estou precisando escanear um documento para mandar pra Taiwan, aqui em casa possuo uma HP Photosmart C5180 series, uma das mais novas impressoras da HP, totalmente voltada pra networking. Um usuário comum deveria ser capaz de utilizá-la sem ter que entender muito de computadores certo? Afinal é um equipamento high-end mas não profissional, para uso doméstico.
A primeira coisa interessante a se notar é, por que ela se nega a imprimir a cor preta quando falta o amarelo? Bem, ela simplesmente se negou a imprimir. Ok deve ter algo haver com a construção do seu hardware. Mandei imprimir na empresa, peguei o papel e voltei para casa feliz da vida afinal bastava somente escaneá-lo devido a minha assinatura nele, e depois enviar por email.
Bem, eu utilizo Mac, e fui tentar escanear utilizando o software que veio com ela para o macosx, e ao tentar usar o tal HP Scan Pro, segue a mensagem que ele me diz: O programa pode estar instável. É recomendável que o programa seja fechado e reiniciado.
Que tipo de erro é este? Como assim instável? Se ele esta instável e se detecta isto como que ele não é capaz de tomar alguma atitude para evitar isto? E mais, como supostamente um usuário caseiro é capaz de resolver este problema? Uma tecnologia para usuário final deveria ser capaz de pelo menos guiar o usuario para o suporte online, mas não, ele me da este erro eternamente e ao clicar na ajuda ele me manda pra www.hp.com, nem sequer pra alguma pagina já identificando que preciso de suporte.
Resumo da história, baixando drivers novos para ver o que acontece: 300 mbs de drivers e inutilitários.
Terceira situação: Meu padrasto esta tentando acessar com o seu notebook o netbanking da caixa econômica pela primeira vez, meu irmão como bom samaritano da tecnologia, o instruiu para utilizar Firefox ao invés do Internet Explorer, sabiamente para evitar que seu computador se torne uma colônia de virus e malware, já que ele é o único usuário de windows XP da casa, minha mãe utiliza o Ubuntu a quase 2 anos e é livre deste mal.
Bem, ao tentar se cadastrar na caixa você é perguntado para instalar um plugin chamado G-buster Browser Defense, um plugin desenvolvido por uma empresa nacional chamada GAS tecnologia.
Toda vez que você tenta baixar da um erro de URL quebrada para o plugin, ficando em um loop eterno entre o banco pedindo pra instalar, e você clicando para instalar recebendo o erro de URL inválida.
Com o IE o erro é pior, ele não chega a achar o sistema de segurança necessário simplesmente ficando parado na tela de login do banco.
E usuários finais deveriam utilizar o serviço da caixa economica certo?
Acho que tem algum erro sério na Matrix e eu vou ser ejetado daqui a pouco acordando em algum lugar cheio de melecas estranhas e robôs gigantes.
Pra quem não pode passar o Reveillon conosco no Zoco, desejo um ótimo ano de conquistas e sucesso!
Esse ano pretendo manter uma regularidade nos posts e focar em assuntos menos pessoais e mais técnicos, também com alguma informação sobre filmes e séries que recomendo.
E a novidade que não posso deixar de passar:
Saiu o Unlock via Software para o iPhone 3G!
Pelo segundo ano consecutivo o Dev-team consegue desbloquear o baseband do iPhone, desta vez eles utilizaram uma técnica interessante, através de um buffer overflow em tempo de execução eles patcheiam a memória do baseband para aceitar qualquer SIM. Ao contrário do Unlock anterior onde a Flash do baseband era reescrita com uma versão totalmente modificada. Acredito que eles usaram esta técnica pois o baseband atualmente é protegido para escrita através de um sistema de chaves onde somente a apple é capaz de gerar uma assinatura válida para um update de firmware.
Assim é necessário rodar um daemon chamado yellowsn0w para toda vez que o iPhone bootar ser patcheado através deste overflow, é óbvio que a Apple vai corrigir já o bug, mas para a maioria de nós usuários de iPhone a bastante tempo sabemos que não fará nenhuma diferença
Vale lembrar que o Unlock foi primeiramente liberado via Twitter!
Maiores informações no Blog do Dev-Team: http://blog.iphone-dev.org/

Pessoal, lançamos o site da Informant!
Esta é a minha empresa junto com meu irmão, Diego Contezini, e mais 2 amigos: Vinícius Roveda e José Sardagna.
Não deixem de conferir: http://www.informant.com.br