Será o meu problema a Internet?
Eu sempre me perguntei se eu realmente sou um cara viciado em Internet, ou se é uma necessidade imposta pelo meu estilo de vida.
Um calculo rápido me deu 84 horas de internet por semana, o dobro da media mundial e brasileira. Clinicamente eu posso ser diagnosticado um viciado, pois antes mesmo de ligar a luz do quarto eu prefiro a luz do LCD, e antes de escovar os dentes pela manhã eu vejo os meus emails e feeds mais importantes.
Mas a questão é, o que tem de errado num estilo de vida assim? É artificial? Superficial? Eu acho muito cedo para podermos avaliar este tipo de coisa, pois essas mudanças impostas pelo desenvolvimento tecnologico ainda não foram analisadas por alguém que esteja fora deste contexto, todos estão dependentes do mundo digital mesmo sendo alheios a este movimento, e as pessoas que assumem o papel imersivo dos hábitos deste mundo novo podem ser classificadas como viciados, por aqueles que não fazem a mínima idéia do por que passamos tanto tempo conectados.
Como podem os “especialistas” em dependencia classificar-nos como viciados, quando estamos pisando em um territorio absolutamente inexplorado por eles? Eles não fazem idéia do que fazemos aqui além de passar muitas horas na frente dos nossos computadores, para eles conversarmos no MSN é nos escodermos atrás do computador com medo das pessoas do mundo exterior, mas quantos de vocês não tem tantos amigos online quantos fora? E muitos deles primeiramente foram descobertos pela Internet, e depois se tornaram amizades reais e de valor?
Na minha opnião é exatamente o oposto, a rede nos conecta as pessoas, faz conhece-las de uma forma que jamais teriamos conhecido, de formas diferentes, acho que a distancia nos retira a mascara da vergonha, da timidez, nos faz sermos quem realmente somos ou queremos ser, sem o medo do julgamento e da reação das pessoas.
Folha de São Paulo com seus julgamentos incorretos pra variar
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